Calor externo impulsiona milho futuro no país
Na B3, julho de 2026 fechou a R$ 64,87
Na B3, julho de 2026 fechou a R$ 64,87 - Foto: Divulgação
O mercado de milho iniciou a semana com valorização nos contratos futuros, apoiado pelo clima no Hemisfério Norte e pelo avanço das exportações brasileiras. Segundo a TF Agroeconômica, a alta na B3 acompanhou os ganhos de Chicago e Paris, diante da onda de calor que pode afetar a safra dos Estados Unidos e já prejudica a qualidade da produção europeia.
O cenário pode ampliar a competitividade do cereal brasileiro no exterior. Em junho, as exportações somaram 434 mil toneladas, aumento de quase 18% sobre o mesmo mês do ano passado. Até 2 de julho, 30% da segunda safra havia sido colhida, elevando a oferta disponível para embarque.
Na B3, julho de 2026 fechou a R$ 64,87, alta diária de R$ 0,47. Setembro terminou em R$ 68,30, avanço de R$ 1,30, e novembro encerrou a R$ 71,31, ganho de R$ 0,81.
No mercado físico, a liquidez segue baixa. No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 56 a R$ 65 por saca. Em Santa Catarina, a distância entre os preços pedidos e oferecidos mantém os negócios travados. No Paraná, compradores aguardam maior oferta da segunda safra.
No Centro-Oeste e em Minas Gerais, a postura também é cautelosa. A entrada de novos volumes, a expectativa de produção recorde e a ampla oferta global limitam reações mais firmes dos preços. Em Mato Grosso do Sul, a demanda do setor de bioenergia sustenta parte do consumo regional, mas sem alterar o ritmo moderado das negociações.
Em Goiás e Mato Grosso, a redução das chuvas favoreceu a colheita e ampliou a disponibilidade. Ainda há relatos pontuais de problemas de qualidade causados pela umidade. Com consumidores abastecidos e compras restritas às necessidades imediatas, o mercado interno depende de maior consumo e exportações mais fortes para recuperar liquidez e dar suporte às cotações.